29 Outubro 2021

Evento de lançamento da AC-LAC ressalta a importância de uma agenda regional pró-criptografia

O evento de lançamento da Aliança para Criptografia na América Latina e Caribe, AC-LAC, contou com a participação ativa de representantes das 15 organizações que a compõem e que desenvolveram em conjunto os acordos básicos que constituem os fundamentos da aliança sobre criptografia. Você pode assistir a gravação completa da conferência aqui. #ACLAClive Launch Event

O #ACLAClive foi realizado no dia 21 de outubro, coincidindo propositalmente com a celebração do Dia Global da Criptografia (Global Encryption Day). Um dia em que a criptografia é colocada no centro das discussões em todo o mundo, para a defesa uma Internet mais segura, confiável e forte para todos as pessoas usuárias e os serviços oferecidos nela.

O encontro recapitulou os acordos básicos que o grupo possui em relação à criptografia, incluindo a necessidade de defender os direitos humanos, a privacidade e a liberdade de expressão, a necessidade de gerar um arcabouço comum de acordos e, finalmente, a possibilidade de gerar acordos que se traduzam em leis, regulamentos e políticas de mais alto nível, e sejam eficazes na defesa da criptografia. 

O evento foi composto por duas etapas, sendo a primeira uma rodada de apresentações das 15 organizações-membro, que debateram os desafios dessa aliança multissetorial. A segunda etapa consistiu em uma dinâmica de perguntas e respostas em que foram respondidas diversas questões. Entre elas, destacam-se: 

  • Por que uma agenda regional comum é importante, apesar das diferentes realidades dos países?;
  • Por que é essencial criar capacidades e fontes de informação sobre a importância da criptografia forte na América Latina e Caribe?;
  • Como construir um vínculo entre a mídia, o jornalismo e a necessidade da elaboração de uma agenda comum sobre criptografia e como alcançar os setores mais vulneráveis ​​por meio desse vínculo;
  • Como explicar os benefícios da criptografia para todos os cidadãos, tendo em mente que a pandemia do Covid-19 acelerou a digitalização e muitos usuários ainda não conseguem entender totalmente o escopo e as implicações do mundo digital

Além disso, foram abordadas as consequências negativas em torno da representação da criptografia na mídia, sendo frequentemente vinculada a notícias falsas e desinformação, o que acaba por desencorajar a criação de regulamentações mais completas e mais avançadas sobre o tema. Finalmente, também foram abordados os efeitos da digitalização acelerada durante a pandemia e como incluir a criptografia nas agendas locais.

Entre as ideias mais ressonantes destacadas pelos participantes está a afirmação de que, sem exceção, enfraquecer a criptografia para um caso particular estará enfraquecendo-a em todos os casos. Também foi destacado que uma agenda regional em favor da criptografia fortalece um enfoque e viabiliza a garantia e respeito aos direitos humanos, fortalecendo o exercício pleno e livre da democracia nos países da região. A criptografia é reconhecida também como parte fundamental do desenvolvimento do ecossistema da Internet e da confiança dos usuários.

Os participantes, representantes das organizações membros, foram, por ordem de participação, Flávio Rech Wagner, Presidente do Capítulo brasileiro da Internet Society; Fernando Rojas, Assistente Sênior de Assuntos Econômicos da CEPAL, Luiza Brandão, Diretora e Fundadora do Instituto IRIS; Gaspar Pisanu, Latam Policy Manager da Access Now; Veridiana Alimonti, Diretora Associada de políticas na América Latina da EFF; Paulo Rená, representante da Coalizão Direitos na Rede; Raquel Saraiva, Presidenta e fundadora da IP.rec; Vladimir Cortés, Oficial do Programa de Direitos Digitais na Artigo 19; Andrés Velázquez do equipe K+LAB: Laboratório de privacidade e segurança digital da Fundación Karisma; Valeria Betancourt, Coordenadora do Programa de Política de Informação e Comunicação da APC; Luis Fernando García, Diretor Executivo da R3D; Juan Carlos Lara, Co-diretor executivo de Derechos Digitales; Raúl Echeberría, Diretor Executivo da ALAI; e Andrés Piazza, Co-Diretor do Instituto de Desenvolvimento Digital na América Latina e Caribe - IDD LAC. 

O evento também contou com a presença do jornalista Juan Pablo Carranza, que atuou como moderador e proporcionou dinamismo no ordenamento de todas as intervenções e mediação das perguntas formuladas pelos participantes.

Reviva a conversa e reveja tudo o que foi discutido nela, no vídeo abaixo.

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